domingo, 18 de dezembro de 2016

Soure investe 424 mil euros em unidade de saúde na única freguesia que ganha população

A autarquia de Soure vai investir 424 mil euros na requalificação e ampliação de uma unidade de saúde na Granja do Ulmeiro, a única freguesia do concelho que tem vindo a ganhar população, disse o presidente da Câmara.

"No intervalo dos últimos censos o concelho de Soure perdeu oito por cento de população, mas a Granja do Ulmeiro [onde se situa a estação ferroviária de Alfarelos, na linha do Norte] é a única que inverte esta tendência e continua a aumentar de população", disse hoje a agência Lusa Mário Nunes.

O autarca frisou ainda que, deste modo, a ampliação e requalificação da atual extensão de saúde, que poderá vir a albergar uma Unidade de Saúde Familiar, "é uma exigência" e o município celebrou um acordo com o ministério da Saúde nesse sentido, candidatando-se a fundos comunitários do quadro Portugal 2020.

A autarquia "é a dona da obra", adiantou Mário Nunes, frisando que para além da empreitada que tem um prazo de execução de nove meses - e cujo concurso público foi hoje publicado em Diário da República - o município cede o terreno da ampliação, assume o projeto e o mobiliário da nova unidade de saúde.

Segundo os termos do concurso, os trabalhos de "remodelação e ampliação de um edifício existente, onde atualmente funciona a Extensão de Saúde de Granja do Ulmeiro, dotando-o das necessárias condições para desempenhar as funções de Unidade de Saúde Familiar" abrangem uma área total de cerca de 1.100 m2, mais de 680 dos quais de área coberta.

In http://www.rtp.pt/noticias/economia/soure-investe-424-mil-euros-em-unidade-de-saude-na-unica-freguesia-que-ganha-populacao_n969388

domingo, 8 de novembro de 2015

Colisão na A13 em Ansião provoca um morto


"Causas do acidente que vitimou um homem de 40 anos estão a ser investigadas.


Um homem com cerca de 40 anos morreu, nesta sexta-feira, num acidente de viação na autoestrada 13, no concelho de Ansião, distrito de Leiria, disseram à Lusa fontes da Proteção Civil e da GNR. 

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria, o alerta para o acidente foi feito cerca das 18:30, tendo acorrido ao local 13 elementos e sete viaturas, dos bombeiros, INEM, GNR e da empresa concessionária da via, a Ascendi. 

“Tratou-se de uma colisão ao quilómetro 171, no sentido sul-norte”, adiantou a mesma fonte. 

O Comando Territorial de Santarém da GNR acrescentou que as causas estão a ser investigadas pelo Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação."

In (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/leiria/colisao-na-a13-em-ansiao-provoca-um-morto)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Homem que matou a mulher e a filha recorre da sentença

A advogada de defesa do homem de Soure condenado a 25 anos de prisão por matar a mulher e a filha em 2014 e por deixar outra filha gravemente ferida disse, esta terça-feira, que vai recorrer da sentença, por discordar da qualificação do crime.

 FOTO: FERNANDO FONTES / GLOBAL IMAGENS
A 30 de outubro, o tribunal de júri condenou a 25 anos de prisão António Vilaranda, residente em Soure, distrito de Coimbra, por dois crimes de homicídio qualificado na forma consumada e um crime de homicídio qualificado na forma tentada, indo ao encontro da pena pedida pelo Ministério Público nas alegações finais.

A advogada de defesa de António Vilaranda, Paula Regêncio, vai apresentar recurso da sentença por não concordar com a qualificação jurídica que o Tribunal de Soure deu aos homicídios.
A advogada defende, como o fez nas alegações finais, a desqualificação dos crimes para homicídio simples, não estando de todo fechada a possibilidade de desqualificação para homicídio na forma privilegiada, que se aplica para quem mata outra pessoa dominado por emoção violenta ou desespero.
A qualificação do crime foi justificada pelo tribunal pela relação de parentalidade entre o acusado e as vítimas.

António Vilaranda confessara durante o julgamento, que começou no dia 7 de outubro, que tinha matado a mulher e a filha mais velha, de 16 anos, com recurso a vários golpes de faca, na noite de 19 para 20 de outubro de 2014, tendo deixado a filha mais nova, de 13 anos, gravemente ferida.
O juiz que presidia ao coletivo sublinhou o "egoísmo atroz", o "profundo desprezo pela vida humana" e a "violência extrema" com que o arguido matou a sua esposa e filha mais velha, sendo que a mais nova apenas não morreu "por circunstâncias alheias" à vontade de António Vilaranda.

O arguido terá começado por esfaquear a mulher, depois de esta ter recusado ter relações sexuais e demonstrando então vontade em avançar com o processo de divórcio.
Dirigindo-se ao arguido, o juiz salientou que "não há nenhum tipo de circunstância que permita que o tribunal não lhe aplicasse esta pena. O senhor não quis que ninguém sobrevivesse".

"É importante ter trazido os elementos, em termos de interiorização daquilo que fez. É importante que o senhor interiorize e que no futuro consiga ser uma pessoa diferente e que situações destas nunca mais aconteçam", afirmou.

Durante todo o julgamento, o arguido manteve sempre uma postura alheada, respondendo a todas as perguntas que lhe foram feitas quer pelo Ministério Público, o coletivo de juízes ou a defesa, recorrendo a um discurso inexpressivo, de frases curtas e repleto de pausas.

O Tribunal de Soure decidiu ainda condenar o arguido a uma indemnização de 155 mil euros a pagar à filha que sobreviveu.

O julgamento contou com um júri composto por duas mulheres e dois homens.

In (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Justica/Interior.aspx?content_id=4867644&page=1)