quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Desemprego duplicou em Soure!




Entre 2000 e 2005, o número de desempregados em Soure duplicou...
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...Será apenas passado?
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Ou com as novas empresas em Soure e com a previsão de mais empresas para o concelho este cenário vai mudar?!
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18 comentários:

  1. "Em Soure, o desemprego masculino quase duplicou durante o período considerado, registando um aumento de 94 por cento."


    Deixe o seu comentário, principalmente para quem está desempregado, deixe a sua mensagem de indignação ou esperança para todos os desempregados do Concelho de Soure.

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    Um blog de todos nós para um Concelho de Soure melhor...

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  2. Esses tais postos de trabalho que irão chegar serão para alguns mais qualificados ou tem um padrinho.
    Soure tera possibilidades para ajudar os seus contribuintes que não tem emprego a serem formados e remetê-los no mercado do trabalho? penso que não.So propaganda de que tudo vai melhor e não se vê nada.
    Sera preciso fazer estudos para ver a desgraça que vai no nosso concelho? não temos estradas como deve ser, estamos isolados de tudo, temos provas dos nos vizinhos.
    Enerva-me estar a escrever e não temos por onde lhe pegar, muito triste, mas temos o que merecemos, mesmo eu, que nunca votei, CORAGEM

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  3. O desemprego nao � um problema Sourense. O desemprego � um problema de toda a Europa, ou melhor, do mundo ocidental.
    Penso estar a come�ar a ser um "chato" de tanta vez me repetir.
    Ora, com a globaliza�o (l� estou eu) o emprego tende a deslocar-se para as �reas onde haja excesso de a m�o-de-obra, logo, onde esse bem seja mais barato - � a deslocalizacao das empresas.
    S� as leis do mercado. � uma luta desigual. N�o poderemos esquecer que nos pa�ses asi�ticos nao h� um sistema de protec�ao que proiba uma crian�a de 10 anos de trabalhar e a obrigue a ir � escola (Portugal tamb�m j� foi assim).
    Aos pa�ses chamados desenvolvidos resta a mecaniza�o como forma de produzir a pre�os competitivos.
    Todavia h� sempre o reverso da medalha.
    A mecaniza�o afasta os bra�os das f�bricas e dos restantes meios de produ�o.
    A mecanizacao, tal como a deslocalizacao fabril, trazem com elas o desemprego e a fome.
    Todavia a economia � ciclica. Com o andar dos tempos os empresarios vao ter que reapreciar e racionalizar os seus meios e facilidades sob pena de perecerem.
    Num pa�s de desempregados n�o h� consumo privado, consequentemente, as empresas n�o subsistem - secam.
    O recurso � imigra�o n�o � ilimitado. O imigrante s� � barato � chegada. Depois associa-se ao mundo laboral normal, encarece e vai engrossar a mole de desempregados.
    Num pa�s de desempregados os casais nao tem filhos. � o pr�prio pa�s que tende a secar - morrer.
    O Concelho de Soure n�o est� diferente do resto do pa�s.
    � neste contexto de subsist�ncia que defendo a associa�o dos estados em federa�es e ou confedera�es.
    Repare-se que n�o estou a falar de fus�o, aglutina�o ou qualquer outra forma de anexa�o de um estado por outro.
    O panorama do desemprego em Soure n�o me parece diferente do do resto do pa�s.

    Cabe aos empres�rios e edis sourenses tentar encontrar uma solu�o.

    Zarco

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  4. sr.zarco,eu quando comecei a ser emigrante, tinha ai trabalho, entendi que me confundiam por um africano, mentalidades que hoje ainda não mudaram, na altura não havia imigrantes, hoje é verdade ha muitos, por aqui são cada vez mais, mas desde que trabalhem são uma fonte de riqueza em tudo sem esquecer a sua cultura, mas o problema de Soure não são os imigrantes, nem os emigrantes, senão fossem eles o que seria.
    O problema é muito duro de resolver , as soluções são poucas, estamos isolados, faltam boas estradas para todos os lados.O que se fez, ou o que se faz a olhar o futuro? ????

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  5. Compreendo perfeitamente que o desemprego não é um problema apenas do concelho de Soure. Mas essa informação não nos adianta de muito, só nos diz, de facto, que não estamos sozinhos neste problema, que depende de muitos factores.

    Para tentar contrariar esta tendência, na minha opinião, são necessárias três coisas: FORMAÇÃO, INICIATIVA e APOIOS! E são estas coisas que temos de tentar encontrar, quer no poder político, quer na própria população.

    É preciso reunir os esforços de quem tem bons projectos e de quem pode dar apoio.

    Pode parecer muito teórico, mas dá um pouco mais de esperança do que limitarmo-nos a pensar em como o problema do desemprego é generalizado.

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  6. Hi Scampy
    De facto, conforme afirma a ilustre Scampy, cada caso e um caso, e situar o problema na universalidade (como eu fiz) não emprega os Sourenses.
    Porem terao que me perdoar porque o meu afastamento da vila (concelho) por longos anos colocou-me na posicao de ignorante no que concerne ao exercicio de um dos mais elementares direitos dos sourenses – o direito ao trabalho.
    Todavia e ja um lugar comum dizer que com formacao e apoios etc. - olhe que este pais esta a ficar subsidiodependente.
    Tambem e um lugar comum dizer que faltam boas estradas.
    Soure encontra-se a pouco menos de duas dezenas de quilometros da principal autoestrada – a A1 – que esta hoje para Portugal, internamente e relativamente à "federacao Europeia", como a mitica road 66 estava para os USA nos anos 30 - 40.
    Para o nosso amigo anonimo que anda lá nas terras do bush, logo, tambem esta afastado ha uns anos, e eventualmente nao sabera que, a poucos quilometros de Soure pode entrar numa auto-estrada que o liga rapidamente a qualquer ponto da Europa.
    Ha ate uma piada negra que diz que as auto-estradas de Portugal sao optimas para agilizar a fuga para a cidade.
    O problema e consequentemente local. E dentro do concelho que tem que ser encontradas solucoes que evitem que os muitos zarcos e anonimos tenham que migrar.
    Ha que recordar aos empresarios o papel social das suas empresas porque e a eles e a edilidade que cumpre procurar uma solucao.
    Ha tambem que dizer aos trabalhadores que devem procurar trabalho porque o emprego e para as cunhas e afilhados. (desta vez e que me batem).
    Afasto-me da discussao mas gostava de ler aqui a opiniao de alguns empresarios sourenses.
    PS: Saurium como e que eu posso acentuar as palavras e cedilhar sem destruir o texto ?
    PS: Escrevo bush em minusculas porque nao gosto do gajo.

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  7. Em relação ao desemprego, não me admira quer em Soure quer no resto do país!

    Agora, é estranho só duplicar o desemprego masculino, porque será?

    Não há em Soure emprego/trabalho para homens?!

    Quanto ao Sr.Zarco, não é vergonha nenhuma admitir que há trabalho oferecido por terem grandes cunhas, mas não serão muitos.

    Mas eu espero que o emprego em Soure melhore...vem mais uma empresa para a zona industrial de aluminios espanhois...já não é mau!

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  8. Para Jose
    de Zarco

    E minha opiniao que o emprego devera ser destinado aos mais capazes (competentes) para desempenhar as tarefas e nao para os que forem mais bem nascidos ou apadrinhados.

    Zarco

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  9. Caro Zarco,

    Admito que a fórmula formação+iniciativa+apoio possa até ser um lugar comum, de tão óbvia que é. Agora, não consigo é imaginar como ela pode ser contornada ou ultrapassada. Ou seja, talvez por ser muito repetida não seja levada a sério, mas aí o problema está com quem não a leva a sério, e não com os conceitos em si.

    Quanto à subsidiodependência, não posso deixar de responder. O apoio é importante, principalmente um apoio inicial, para que os bons projectos possam descolar. Mas a iniciativa e a formação não são - mesmo! - secundários. Porque nem todo o apoio pode levar um mau projecto a bom porto. Na minha opinião, o que define um negócio de sucesso é precisamente não estar subsidiodependente, tornar-se autónomo o suficiente para estar dependente apenas das suas forças.

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  10. E realmente, a questão do predomínio do desemprego nos homens é curiosa, como o José referiu.

    Não sei se será uma questão de atitude mais activa por parte das mulheres (mas não me parece uma explicação muito plausível), se será um declínio na oferta de empregos mais tipicamente ocupados por homens. Também se pode pensar que estará relacionado com o facto das raparigas estarem a ocupar mais lugares no ensino, principalmente no ensino superior, embora também os licenciados tenham muitas vezes dificuldade de conseguir emprego.

    Agora, não me parece nada um acaso ou uma anomalia estatística.

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  11. Hi Scampy
    Concordo consigo. Exagerei.

    Jose

    Formulado por Laurence Johnston Peter (1919–1990), antigo professor na University of Southern California e na University of British Columbia, o Princípio de Peter tornou-se famoso com a publicação da obra homônima, de 1969, hoje considerada como um classico na area da gestão empresarial. (In Wikipedia)

    O principio de Peter nao contemplava a cunha. Se se adaptar o principio de Peter ao sistema da cunha ou do bom apadrinhamento atingir-se-ao os niveis de incompetencia muito mais cedo ... com todas as consequencias.

    Zarco

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  12. O problema não está em quem aceita a cunha mas sim a em quem oferece!

    Ou vão dizer que se lhes ofereecessem um bom trabalho com uma boa remuneração não aceitavam...isto até está bom para recusar... Temos que ver as situações como elas são.

    Eu não tenho trabalho e ando DESESPERADO para o encontrar, também tenho encargos...acham que não ia aceitar uma ajudinha? Eu não vou viver a recusar trabalho!

    E realmente em Soure, o emprego é mais destinado às mulheres, porquê? Não sei!

    O Sr. Zarco nunca recebeu uma pequena ajuda que fosse?

    Quanto a Soure, julgo estarmops a crescer...e isso é muito bom!

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  13. José

    Lamento se o magoei.
    Não tinha essa intenção. Se reparar eu disse - algures - acima que me afastava da discussão do desemprego no caso concreto de Soure porque desconhecia a respectiva realidade.
    Depois disse que queria ouvir (ler) a opinião de um empresário sourense porque era necessário recordar-lhes a função social das empresas (normalmente os empresários esquecem-se da sua própria função social.
    Disse também que fui forçado a migrar de Soure - não vai acreditar que deixei Soure por haver (ao tempo - há 43 anos) possibilidade de promoção pessoal e muitas saídas profissionais ... pois não?.

    Eu defendo o princípio de que mesmo num sistema de cunhas é necessário escolher os mais capazes para que o país saia da mediocridade que teima em prevalecer.

    Mas o que eu digo é normalmente geral e abstrato, digamos - impropriamente - macroeconómico. ... não me estou a referir a SOURE propriamente.

    Da discussão do desemprego em Soure já me tinha demarcado - eu não discuto casos concretos que desconheço.

    Se conhecesse a solução para Soure já a tinha indicado.

    Mas mantenho a opinião de que num país de cunhas não é dada oportunidade aos mais capazes de demonstrar que o são. É uma luta desigual - o mais capaz perde, invariavelmente, contra o mais bem nascido.

    Por aqui me calo sobre este tema.

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  14. Para quando um blog que tenha menos pop-ups... menos confusão... mais limpo ?!?! isto a cada dia é mais um janela... é imagens sobre imagens... é cores, etc etc... Qualquer dia para ler uma frase tenho q fazer 30 clicks... :(

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  15. Boa Tarde!

    Gostaria de responder ao Sr. Anónimo (Setembro 18, 2007 2:48 PM).

    Antes de responder, muito obrigado pela sua participação.

    O seu comentário será sempre registado, fica desde já informado que tudo faremos para ter um blogue que agrade cada vez mais aos nossos visitantes e tudo farei para melhorar. A sua sugestão ficará registada!

    Cumprimentos,

    SAURIUM

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  16. Resposta ao sr anónimo (Setembro 18, 2007 2:48 PM):

    Desculpe que lhe diga, mas para chegar aos 30, é porque o almoço foi bem regado (tendo em conta a hora em que escreveu tal comentário)! Para além dos 30 clic's, ainda vê luzes e cores a mais, janelas... Caredo! Oh homem você anda com visões! Opine de manhã, não vá dizer um dia que viu aqui Nossa Senhora!
    PS: Não quero com isto dizer que o senhor se meta nos copos, mas lá que vê cenas estranhas...

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  17. O S. Mateus começa amanhã.
    Até Sábado. He He He

    Um abraço

    Zarco

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  18. Dias dificeis para Soure e para o resto do país. O grande capital não sente a crise antes oelo contrário

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